Um carro com histórico de sinistro carrega um peso importante para seguradoras e compradores de usados. Além da desvalorização no mercado, a ocorrência de sinistro pode aumentar o valor do seguro, já que as seguradoras interpretam como um sinal de maior risco futuro.
Neste artigo, você vai entender como um sinistro influencia no valor de revenda do veículo, na precificação do seguro e o que pode ser feito para minimizar os impactos financeiros.
O que é considerado sinistro em um carro?
Sinistro é qualquer evento repentino, involuntário e imprevisto que cause danos ao veículo ou a terceiros, desde que esteja previsto na apólice. Entre eles: acidentes de trânsito, roubo, furto, incêndio, alagamento ou vandalismo.
Um sinistro pode ser:
- Parcial: quando os danos são reparáveis e o custo do conserto é inferior a 70–75% do valor de mercado do carro. O segurado paga a franquia e a seguradora cobre o restante.
- Integral: quando o reparo ultrapassa 70–75% do valor do carro, ou em casos de perda total, roubo e furto sem recuperação. Nesse caso, a seguradora indeniza o valor integral (Tabela FIPE) e não há cobrança de franquia.
Carro com sinistro perde valor de mercado?
Sim. Um carro com sinistro pode ser desvalorizado em 20% a 30% em comparação a veículos semelhantes sem histórico. Isso acontece porque compradores consideram:
- Possível comprometimento da estrutura e segurança.
- Dúvidas sobre durabilidade e reparos realizados.
- Maior dificuldade de revenda futura.
- Seguro mais caro após o registro de sinistro.
Como identificar se um carro teve sinistro?
Algumas formas de verificar:
- Histórico veicular: consulta de placa em órgãos como Detran ou serviços especializados.
- CRLV: descrição do sinistro no campo “Observações”.
- Inspeção visual: diferenças de pintura, soldas e alinhamento.
- Histórico de manutenção: registros de grandes reparos.
- Laudo cautelar: perícia que aponta vestígios de acidentes anteriores.
Sinistro aumenta o valor do seguro?
Sim. As seguradoras consideram veículos ou condutores com sinistro como mais propensos a novos eventos. Isso eleva o custo da apólice. Um dos principais motivos é a perda da classe de bônus — sistema de descontos concedidos a motoristas que não acionam o seguro.
Principais fatores que elevam o valor após um sinistro
- Tipo e gravidade: colisões graves ou indenização integral geram maior aumento.
- Custo do reparo: reparos caros sinalizam risco elevado.
- Frequência: vários acionamentos, mesmo pequenos, indicam alto risco.
- Perfil do condutor: idade, tempo de CNH, multas e local de circulação são reavaliados junto ao histórico de sinistros.
Como minimizar o aumento no seguro?
- Evite acionar o seguro para danos menores, quando o reparo custa pouco acima da franquia.
- Mantenha um bom histórico de condução: direção defensiva e sem multas.
- Compare cotações em diferentes seguradoras antes da renovação.
- Considere pagar pequenos reparos do próprio bolso para preservar a classe de bônus.
Conclusão
O sinistro realmente pode aumentar o valor do seguro e reduzir o valor de mercado do carro. Porém, com prevenção, bom histórico e escolhas estratégicas, é possível minimizar os impactos e manter a proteção sem pesar tanto no orçamento.
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